terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Democracia


Nossa democracia não é uma democracia completa. Bom, isso não é de se espantar, mas também não pode ser ignorado. Três coisas que discordo na “democracia” brasileira:
Primeiro: Proíba-se a pesquisa de intenção de voto. Se o povo não tivesse essa influência toda das pesquisas e tivesse de escolher a esmo, unicamente por si mesmo, tenho certeza, os resultados das eleições apresentariam votos mais distribuídos. O que ocorre hoje não é uma escolha do povo, propriamente. O que se vê é se os candidatos conseguem ou não manter a preferência apontada pela primeira pesquisa de intenção de votos. É ou não é? A maioria das campanhas já tem seus resultados apontados no início delas.
Segundo: Por quê um candidato tem mais direito de tempo na TV do que outro? Em que um maior tempo de exibição de um determinado candidato em detrimento do tempo de outro favorece a bendita da “democracia”? Por coligações partidárias? Mas o que uma coligação partidária tem a ver com a possibilidade igualitária e democrática de alguém se eleger? Essa divisão de tempo desigual da propaganda eleitoral gratuíta, de acordo com o apoio partidário dos candidatos, só fortalece os mais fortes. (Ora e eu aqui divagando, não é justamente por favorecer os mais fortes que a divisão desigual foi instituída? Que ingenuidade a minha…)
Terceiro: Para quê serve deputado? O povo sequer se importa em saber. Nunca vi no Brasil, nesse tempo todo se tive qualquer traço de aula que visasse ensinar as funções públicas de candidatos eleitos, ou de nossas obrigações para com eles (acompanhamento, cobrança, etc). Não sei como é a grade curricular hoje, mas duvido que tenha melhorado. Não precisamos só de mais escolas, precisamos de um conteúdo curricular mais pragmático, também! Que democracia é essa onde o povo não tem um mínimo de conhecimento sobre as funções que deverá desempenhar o candidato que está elegendo?

Filipe Carvalho.